18.11.02

o baile funk

foi um sucesso. eu imaginava, tava sentindo que ia dar alguma coisa errada, não sabia exatamente o quê. mas tava sentindo. claro, deu um monte de merda no meio do percurso, estresses normais de quem organiza festa, ainda mais pra marinheiros de primeira viagem como nós e principalmente depois da repercussão que o troço teve.

o primeiro problema foi o fato dos djs chegarem perto de 1h da manhã quando a festa tava marcada pra começar as 23h. como eu sou uma pessoa providência gravei três cds com seqüência certinha pra o caso de dar alguma merda. e comecei colocando uma seleção que tinha funkadelic, sly, parliament e bootsy collins. quebrou o maior galhão e tivemos sorte porque a galera tava TODA lá fora e não entrava. finalmente moacir, quéops e cláudio chegaram com o passa-discos e tal e começaram lá. ninguém entrava. vai som, vem som e todo mundo lá fora. percebi que lá de fora ninguém ouvia porra nenhuma do som. sem falar que no bar que tem em frente à elfos tava tocando o maior pagodão, mais alto do que tudo. isso tudo porque as caixas de som da gente estavam viradas pra dentro da casa. depois da brilhante idéia de virá-las pra porta e trocar os funks maneiros pelos pancadões, as pessoas começaram a entrar eufóricas e a fazer fila na bilheteria. em coisa de meia hora a casa estava lotadaça. e foi quase a noite inteira de funks podreiras e a galera indo ao delírio. nunca imaginei que fosse dar tanta gente e que tanta gente fosse se empolgar com aquilo. foi realmente impressionante. eu adorei. tava cansada pra caralho, estressada pra cacete mas consegui me divertir MUITO e SEM UMA GOTA DE ÁLCOOL. passei a noite com uma garrafa de água mineral. hehehe. e foi isso. decidiram mudar o som e voltar pros negões muito tarde e a turma já tava cansada, inclusive eu. mas tudo nos rendeu uma bilheteria legal e fama de festa boa. perfeito.


o fim de semana

no dia seguinte, depois de ir com a minha mãe pro cinema - coisa rara - ver "fale com ela" e chorar muito, muito, recebo uma ligação de flávia com a brilhante idéia de vicente de ir pra maracaípe naquela noite na roubada e voltar no dia seguinte. eba, era tudo o que eu precisava! e fomos eu, flávia, aninha, vincent e carol. chegamos lá perto da meia noite e nem passamos na "casa de apoio" que íamos ficar. fomos direto lá pra vila e foi massinha. depois fomos dormir às 5h da manhã num quarto que definitivamente não era roubada - ar condicionado e caminha pronta pra quando a gente chegasse. maravilha, melhor impossível. e como dormir em praia é pecado, às 8h eu já tava de pé.

mas deixa eu falar da "roubada" em que a gente ficou. era coisa de cinema. uma casa enorme na beira da praia e cercada de coqueiros por todos os lados. acordar, ir praquele terraço maravilhoso, deitar na rede e ver o mar através dos coqueiros era tudo o que eu precisava depois de duas semanas completamente conturbadas e estressantes. mas como nem tudo é lindo, nem tudo são flores... vicente, flávia e carol precisavam ir no recife mas pretendiam voltar ainda naquela noite pra maraca. na hora em que eles iam embora, as véia mãe e tia da turma fizeram meio cara feia quando eles disseram que iam voltar. e rolou um clima meio chato, já que éramos quatro intrusas com o convidado (vicente). mas não foi nada demais, não. relaxei com isso. a casa era maravilhosa demais e aquela não era hora pra ter orgulho e procurar outro canto pra ficar - porque voltar pra recife eu não ia nem a pau.

e teve show de suvaca di prata, igual a sempre. teve gente conhecida. teve sol demais. teve lua linda. céu estrelado e coisas estranhas voando. teve brisa fria. teve beijo, abraço, beijo, abraço e carinho. teve cerva e feijoada. teve caranguejo, água de côco, dominó e baralho. puta merda, era tudo o que eu precisava pra ficar bem.

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