17.12.02

pronto. me mudei. semana passada foi o estresse de levar as coisas, das coisas caírem em cima de mim e da nóia do pé machucado que nem doía tanto assim. e foi a semana do estresse da apresentação do trabalho no congresso de iniciação científica, que eu não queria participar desde que terminou o período da bolsa. bom, até que nem doeu tanto. soube que ia apresentar essa droga essa semana, preparei tudo na sexta-feira e no sábado eu apresentei à tarde. minha mão tremia mais que tudo no mundo. e o pior, tremia em cima do retroprojetor. e minha mão tremendo projetada na parede. legal. bom, fiz tudo dentro dos conformes, dentro do tempo, apesar do nervosismo, mas vacilei porque não entendi patavinas do que o avaliador do pibic perguntou. o cara não aprendeu ainda a falar português e ainda tinha a língua presa. simplesmente respondi "sei não" ao que ele perguntou, que eu daria tudo pra saber o que foi. mas eu queria mesmo era me livrar daquela merda toda e ganhar meus pontos bomclube, mesmo que fossem poucos. terminei, ê, e ainda fiquei pra ver as outras apresentações bostas.

bom, mas o legal é que eu me mudei, gentem. e agora tenho geladeira e comida em casa. e minha cama e guarda-roupa chegaram ontem. e eu não contei uma historinha curiosa que minha mãe contou esses dias pra mim. quando eu tinha uns dois pra três anos, meu irmão era bebê e eu tinha ciúmes dele. eu fazia draminha do tipo deitar no chão do corredor, na frente do quarto da minha mãe e chorar, berrar de sofrimento. um belo dia eu resolvi sair de casa. é, sair de casa, com 2 anos e pouco. juntei umas roupinhas, umas FRALDAS, meu dedeto e fui saindo pelo portão, chorando, dizendo que ninguém naquela casa gostava de mim. é muido desaforo, né? aí minha mãe me convenceu de que era melhor eu esperar amanhecer pra ir embora e eu acabei concordando. eu sei que depois eu esqueci de sair de casa.

só que agora, 20 anos depois, eu fui embora de verdade. talvez eu volte, talvez não. não sei como estará minha vida daqui a um ano por exemplo. pode estar a mesma merda de sempre, mas a gente sempre espera uma reviravolta na vida da gente, né? pois.

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