22.1.03

às vezes eu penso como seria legal se a vida funcionasse como atalhos do computador. tipo, fez merda? dá um ctrl + z. tem alguém te incomodando? dá um shift + del no cara. não tem máquina fotográfica na hora? dá um print screen. ok, tou parecendo uma nerd doente. mas, porra, é sério. agora mesmo, tava sentindo um cheiro de quieimado terrível aqui no quarto de antônio, que é onde meu computador está alojado temporariamente (enquanto meu quarto não ganha uma tomada com terra OU enquanto não ajeitamos o quartão lá de trás pra ser o nosso escritório). achei que fosse o estabilizador, que por sua vez está com uma parte amarelada. não era. enfiei o ventão lá embaixo e nada. fui aqui na varandinha e vi umas fumaça trash vindo ali da rua do riachuelo.

aproveitei a deixa pra ficar olhando a minha vista privilegiada do alto do primeiro andar da minha casa (ohhh). mas, putz, essa vista seria bem legal se não fosse um diabo dum prédio que tem aqui, quase na frente. parece um cortiço. o prédio é daqueles finos na frente e largo dos lados (acho que é daquele arquiteto idiota que botou combogós na frente daquele prédio lá no recife antigo, lá pela década de 70) completamente cheio de janelas com coisas penduradas, um horror. fiquei imaginando como seria maravilhosamente lindo se eu pudesse usar ali aquela ferramentinha do photoshop, rubber stamp, que copia uma área xis e pinta igual em qualquer lugar. pois é, eu copiaria esse céu nublado de quarta feira à tarde e pintaria em cima daquelas janelas de gente neurótica e brega, com toalhas e calcinhas penduradas. eu ficaria com quase todo o céu livre pra olhar e não teria mais náuseas.

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