29.4.03

o que dizer de durval discos? as opiniões ao sair do cinema foram bem divididas. teve gente que amou, gente que odiou, gente que achou mais ou menos, gente que achou a trilha forçada. eu não achei nada disso. achei o filme do caralho do jeito que tá.

ontem, antes mesmo de ver o filme, li uma matéria no no.mínimo indicada pelo bruno que fala sobre diálogos em filmes nacionais. e como em durval discos eles são convincentes. isso eu acho que é o grande mérito do filme, diálogos naturais, parece que não tem uma câmera ali filmando a galera. a pirralha kiki é a melhor, uma gracinha. não vou nem dizer que a menina tem talento porque acho que ela nem fazia idéia de que estava sendo filmada. quer dizer, meio impossível, mas é que ela é tão natural que dá mesmo essa impressão.

no mais, acho que durval tem um pequeno defeito, que é a mudança de ritmo do meio pro fim. não que isso tenha tornado-o ruim, mas deu uma quebra no clima que foi meio foda. de engraçadíssimo passou pra trágico e incômodo. você vendo o desespero dele diante das atitudes insanas da mãe (que como disse o gordo, pareciam saudáveis) e não podendo fazer nada. vendo aquele circo se armando dentro casa, um cavalo no quarto, um corpo morto em cima da cama e a pirralha pintando a parede com sangue e não poder fazer nada.

ah, e ontem ainda teve a menina do algodão, curta-metragem de daniel bandeira e kleber mendonça. claro que apaludimos muito nosso querido daniel, que tava muito nervoso (não quis nem ver a projeção) e acho que o restante do público gostou do filme. dá medinho mesmo, inda mais vendo numa telona assim.

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