6.4.03



ontem eu assisti na fundaj a sessão especial de "waking life", de richard linklater. perdi uma vez de ver na facul porque cheguei atrasada (nunca consegui chegar às 8h da segunda pra essa aula).

bom, o fato é que eu não sei se gostei do filme ou não. na sexta, conversando com flávia e daniel bandeira, meu deu a impressão de ser um filme medíocre como aquele "o ponto de mutação", de bernt capra e baseado no livro homônimo do irmão, fritjof capra, aquele do tao da física. eu já tinha lido o livro quando vi o filme e achei pura bosta, como um filme. muito forçado demais pro meu gosto. ninguém tem aquele tipo de conversa na vida real. parece até aquelas novelas tipo quatro por quatro, onde todo mundo tem uma respostinha pronta na ponta da língua.

flávia e bandeira me disseram que waking life era um filminho com um vizu legal (foi filmado e vários artistas desenharam por cima) mas com personagens discutindo filosofia de almanaque. e é realmente. o personagem principal vai se deparando com pessoas na rua falando de cousas sobre a vida, de forma tão rasa, tão rápida que você não capta nem um ai. depois, o cara descobre que tá sonhando, ó. e passa o filme todo nessa viagem, querendo sair do sonho e não consegue, sempre encontrando com figurinhas que ele não conhece falando sobre cousas da vida achando que tão abalalando bangu, dessas que a gente fala quanto bebe.

saí do cinema com uma dor de cabeça filha da puta (que não sei se é sinusite ou porque o filme balança muito) e sem saber se gostei ou não. acho que qualquer filme que se preste a filosofar vai soar chato e forçado, pelo menos se for um filme de ficção. não adianta querer pintá-lo de cult ou querer dar uma cara "jovem" porque isso não atrai se não tiver um bom texto. cheguei até a pensar que eles filmaram normalmente o filme, viram que era uma bosta e resolveram desenhar em cima pra ver se as pessoas ao menos dariam um valor. deve ter sido isso.

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