14.4.03

ontem foi o único dia do abril pro rock que eu fui. loser manos e tal e coisa. fui chegando perto do palco e a coisa foi se enchendo de gente rapidamente, conseguindo ficar mais insuportável que o show do armazém. um calor enorme, não circulava vento (ok, se eu tivesse uns 40cm a mais estava no paraíso; além de poder VER o show, ainda poderia curtir uma brisa marota que passava por aí pelos 2m de altura). o show, na minha humilde opinião, foi nota 7,5. foi curto (porque é tudo cronometrado nesses shows de abril pro rock) e não teve bis. mas conseguiram dividir bem as músicas do primeirão e do bloco do eu sozinho e ainda tocaram 3 músicas do disco novo. massa. ainda fiquei pra ver cachorro grande. tava curtindo muito o show e tal mas minha carona tava indo embora no meio e eu tive que ir :~~~~

cheguei em casa perto da 1h da manhã e tava sem energia. como essa casa é um acampamento e nem vela tem aqui, saí fazendo as coisas todas no escuro. mal sabia eu o inferno que viria pela frente. consegui tirar todas as tralhas de cima da cama e jogar em cima da poltrona e TIRAR A LENTE, tudo no escuro. sou uma heroína. se eu tivesse bêbada, eu dormiria do jeito que tava, de lente e tudo.

tava um calor do caralho e eu tive que me contentar em TENTAR dormir sem lençol e com as muriçocas comendo qualquer pedaço de pele meu que tivesse exposto. uma hora ficou tão insuportável que eu tive que fechar a janela, achando que ia sanar alguma coisa. ia morrer de calor, botar o quase nada de água que eu tenho pra fora em forma de suor. ainda inventei de vestir uma CALÇA JEANS pras muriçocas não comerem minha perna. mas foi assim que, pelo menos, consegui pegar no sono e até SONHAR. é, sonhei que a energia tinha voltado, depois de sonhar outras milhões de coisas, o meu calor tinha finalmente passado aí eu acordei. eu sempre acordo no melhor do sonho. aí vi que eu tava uma bosta suada, de calça comprida, toda brilhosa. isso porque assim que ficou um pouquinho claro, ainda desci pra ver lá o registro, mas eu tava tão sonolenta que não sabia ver o que era ligado, desligado, nem sequer consegui abrir a portinhola do troço. voltei pra dormir. ainda atendi ligação de feliz aniversário de papai (atrasado, como sempre e com uma desculpa esfarrapada pra dar. normal, são 23 anos assim, tou acostumada) às 7h30 da manhã. bom, mas voltando. acordei brilhando e corri pro banho. era tudo que eu mais queria no mundo: um banho delicioso e demorado e um copo d'água bem gelado. esqueci que também estávamos sem água desde sábado e que essa casa tá entregue às baratas. pelo menos a louça tá toda lavada.

depois de banhada e recomposta, fui lá fora ver se via sinais de falta de enrgia em mais alguma casa da vila. foi quando o vizinho daqui do lado apareceu e disse que tava tudo ok lá. ele entrou aqui em casa e viu o registro. fez exatamente o que eu queria ter feito sonâmbula, o velho ligar e desligar. e não é que a porra da luz voltou? que ódio. essa foi a pior noite de sono da minha vida, sem sombra de dúvidas, eu que sou uma pessoa tão sem problemas pra dormir e cochilo até em mesa de bar. o pior é que, mesmo que eu não tivesse conseguindo dormir, eu teria que ficar deitada na cama, suando às bicas, porque nem energia tinha pra eu fazer alguma coisa que necessitasse dela e nem tinha vela, caso eu quisesse ler alguma coisa à moda antiga. e não tinha ninguém em casa, caso eu quisesse bater um lero. ou era dormir ou dormir. no calor e no meio das muriçocas selvagens e carniceiras.

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