15.7.03

caralho, tava esquecida de como é foda dar festa em casa. isso porque a última festa com muita gente aqui foi o campeonato de badminton, no final de março. quando antônio viajou, não fizemos mais nada por aqui, sei lá porquê. bom, o fato é que domingo foi o aniversário do meu irmão, o rafa, e dia do rock. então achei que eram motivos de sobra pra fazer uma festança aqui. chamei um monte de gente, ele também e, apesar do retardo mental que assola 2/3 da minha família, a festa foi o máximo. assim, ele esqueceu de fazer o escondidinho de charque, atração da festa e quase não comprou petiscos. contando que o pequeno e aditivado space cake ia fazer as 249 pessoas sentirem fome, ele foi um tanto quanto displicente. mas nada que não se resolva com ataques à minha geladeira, aos meus queijos e ao meu nutella falsiê. no fim de tudo, restaram copos quebrados, outros tantos sujos, 457 latas de cervejas vazias, lama da minha sala, um banheiro vomitado e só os restos de feira cheirando rapé e ouvindo kraftwerk, hugo montenegro e herb alpert na salinha do vinil.

poxa, nunca tinha sentido tanto orgulho dos meus disquinhos, mas vi que tenho coisinhas bem valiosas. moa ofereceu 50 conto no meu tim maia racional volume 2 (que comprei a R$ 0,50 no camelô, antes do hype), mas disse que valia muito mais. se meu estado de sobriedade estivesse afetado, eu teria vendido sem pestanejar. que nada, um dia aquela porrinha vai valer muito mais dinheiro do que vale hoje eu serei rica.

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