16.8.03

são muitas emoções ao lembrar do show do the calling. não pelo show em si, que foi uma bela bosta, como já esperava, mas do contexto onde tudo estava inserido. eu nunca iria pra um show desses, no classic hall, se não fosse de graça e ainda pra ficar num camarote, hehe.

- o classic hall é brega. os garçons ou são burros ou espertos demais. eu, que já tava calibrada quando cheguei, pedi uma coca e flávia uma kaiser (não se pode chamar aquilo de cerveja, é uma afronta). cada uma custava R$ 2. a mulher chega com as duas latas numa bandeja e diz que vai ficar tudo por 6 reais porque tem os 10% do garçom. sim, filha, 10% de 4 reais é R$ 0,40 e não R$ 2. só rindo mesmo.

- meninas com salto agulha num show de rock é uma coisa que eu nunca imaginei que fosse ver nessa encarnação.

- a média de idade é 14 anos, sem exagero. a banda tocando é apenas um background para a molecada paquerar e desfilar seus modelitos.

- mas, e o show? bem, o show foi aquela coisa. o vocalista parece um boneco de cera e aquele cabelo dele eu acho que é de mentira. ele pulava, dançava (uma moça dançando) e o cabelo não se mexia. ele suava e o cabelo lá, intacto. incrível. ele tava com a calça de stretch da irmã e a blusa do the clash que moloko deu a ele. fizeram cover de pearl jam (alive) e de u2 (with or without you?), duas obviedades sem tamanho. a galera foi ao derilho com o pearl jam, ele tava se sentindo o próprio eddie vedder. a do u2 emendou com wherever you will go e eu percebi que são iguais, quase não notei quando passou de uma pra outra.

- no fim das contas, só uma hora de show pra desespero dos fãs. da próxima vez, arrumem alguma coisa melhor pra fazerem com seus dinheiros.

- mas o melhor mesmo foi, na saída, um monte de papais esperando por suas crias. só pude encher a boca e gritar "painhuou, cade tu?".

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