31.3.03

ontem foi a abertura do laboratório, o lugar lá onde quéops negão, camilo, moacir e henrique têm uma espécie de atelier e onde fazem oficinas de grafitagem, essas coisas. e aí teve uma festa de abertura. e aí que foi massa, ó. musiquinha legal, b-boys dançando, lambada e o mais legal: bambolês. passei praticamente a noite toda rebolando na bolinha e vi que é um exercício maravilhoso, além de muito gostoso. comprarei um.

29.3.03

pessoas, já não sei mais o que faço. praticamente toda noite vem aqui um gato preto e mal encarado querendo dar uma surra em folote. algumas vezes conseguimos chutá-lo daqui, mas hoje ele veio às 4h30 da manhã. eu cheguei a ouvir os gritos da confusão enquanto dormia, mas tava tão hibernante que não tive coragem de descer e ir até quintal apartar a briga. bom, os gatos sabem se defender, pelo menos é o que eu acho.

só que folote tava tão debilitado da consulta traumática de ontem que acho que se fodeu. tá com um olho fechado e tem sangue embaixo. não dá pra saber se feriu dentro nem o quanto feriu. abro o olho dele e aquela segunda pálpebra cobre tudo. talvez não seja nada, mas ainda assim rola o medo dele ficar cego :(

espero que não seja nada demais.

28.3.03

quando eu era criança, eu não gostava do lado b dos discos porque achava que eles tinham cara de domingo.
pobre do foli. hoje eu passei a tarde no veterinário com ele. além de estar com um troço inidentificável no olho (desde quando ele sumiu daqui ele tá assim) que parece uma conjuntivite e com vermes (por isso a caganeira), ainda teve que sofrer pra tirar sangue. da JUGULAR. merrrmão, não quero nem pensar na dor que o bichinho sentiu. ele gritava e eu tive que sair da sala pra não chorar junto. pobrezinho, que maldade. os veterinários bem que podiam ser pessoas que gostem de animais. o gordo fronha do veterinário lá que atendeu a gente ficava o tempo todo pegando em folote pela cabeça assim, todo de mal jeito, pra ver o olho dele. "ele lembra o meu lipe", a bicha louca disse. porra, foi foda. o furiquinho de folote ainda tá todo rosado e com um troço saindo que parece uma homorróida. isso é de tanto cagar, bichinho. vou enfiar um pedaço de babosa no cu dele pra ver se resolve. falar em enfiar no cu, pense no meu constrangimento quando o doutor ulisses (esse é o nome do maricão) enfiou o termômetro no cu de folote pra tirar a temperatura? foi chato.
comecei a usar óculos com uns 10, 11 anos. eu tava na quinta série e não lembro por que razão minha mãe me levou ao oculista. não sei se reclamei, se ela decidiu levar porque é hipocondríaca. sei que fui e saí de lá com uma receita pra uns óculos de grau bem fraquinho, acho que 0,25 de miopia. fiz os óculos de gatinha, daqueles que são transparentes e têm uma corzinha. no caso do meu era cinza. não, não foi rosa, sempre fui fã das cores neutras. minha bolsa da company (vocês lembram da febre das bolsas da company, né? claro) era cinza e depois tive uma preta. nunca rosa, ou amarela. bom, meus primeiros óculos foram feios e eu nunca usava, também porque não tinha tanta necessidade e tava desacostumada.

o grau aumentava gradativamente. eu comecei a precisar realmente usar os óculos. comecei a usar lentes de contato em 95, mas o astigmatismo também foi progredindo e não dava mais pra usar no dia-a-dia como tava fazendo. ano a ano o grau aumentava um pouco até chegar aos meus atuais 4,50 de miopia e 1,25 de astigmatismo no olho direito e 3,75 de miopia mais 1,50 de astigmatismo no esquerdo. acho que passei 3 anos sem mudar de grau, meio que estacionou. tanto que meus dois últimos óculos eu nem cheguei a ir no oculista; levava a receita do anterior e fazia assim mesmo.

de uns tempos pra cá tenho sentido uma certa dorzinha que cabeça, muito leve e bem parecida com a dor de cabeça de visão. não sei se é isso, se é estresse, cansaço. sei que decidi ir no oftalmologista, até porque faz uns 3 anos que não vou num. e qual não foi a minha surpresa ao fazer minha consulta? minha miopia está regredindo. é, regredindo. de leve, mas está. estou com 0,25 a menos em cada olho. mas ela disse que só preciso mudar de óculos se estiver realmente incomodando.

aproveitei pra perguntar sobre o meu famigerado desvio. não sei se vocês sabem mas algumas pessoas pensam que eu sou estrábica. às vezes até eu mesma penso que sou. na verdade, eu tenho a distância entre os olhos muito pequena, de uma criança, segunda a própria oculista. e meu olho direito entra um pouquinhozinho a mais que o esquerdo. é uma coisa imperceptível. mas isso somado à pequena distância entre meus olhos faz com que algumas pessoas pensem que eu sou zarolha.

27.3.03

caralho, fiquei meio deprê depois de ver "roger & me" de michael moore. o filme é um documentário sobre o fim da fábrica da GM em flint, michigan e conta a saga de moore atrás de roger smith, o presidente da empresa, pra falar sobre as demissões em massa e coisital.

mermão, muito triste e cada vez mais comum de se ver hoje em dia aquelas cenas de gente sendo despejada, arrumando bicos pra sobreviver porque não consegue emprego. não existe mais garantia em nenhuma espécie de emprego e as pessoas tão se acostumando a viver na corda bamba sempre.

tem rolado um lance estranho nas contratações de algumas empresas. faz-se um contrato de três meses pra não haver vínculo empregatício e, dessa forma, não dar nenhum direito ao trabalhador. se a empresa quiser continuar com ele, um novo contrato de três meses. e assim segue, por anos (ou não), sem oferecer nenhuma garantia ao empregado.

na chesf, empresa onde estagiei por um ano, às vezes me achava mais beneficiada que os prestadores de serviços, que não eram funcionários da empresa. pelo menos me pagavam minha bolsa religiosamente no primeiro dia útil de cada mês e ainda recebia ticket alimentação. a chesf é uma empresa pública federal e como todas elas faz concursos de tantos em tantos anos. só que, claro, às vezes precisam de funcionários para trabalhos específicos, como era o caso, lá na imprensa, de jornalistas. e contratavam prestadores de serviços nessas condições que falei: sem vínculo empregatício, sem fgts, sem porra nenhuma e ganhando uma mixaria. eu, uma reles estagiária, recebia ticket de 7 conto pra ficar 4h lá (quase nunca precisava almoçar por ali) e o salário deles às vezes atrasava 15 dias. era muito estranho e muito constrangedor pra mim. mas elas pareciam muito felizes ali, pois ao contrário de muitos companheiros seus, estavam empregadas.

e é exatamente isso o que acontece. não se rejeita mais emprego hoje em dia porque o salário é baixo. a oferta é tão escassa que tem que segurar qualquer oportunidade como se você fosse a pessoa mais sotuda do mundo. isso é muito triste, mesmo. e mais triste é saber que o salário mínimo de hoje é 1/4 do valor que tinha há 40 anos.

eu não sei o que vai ser de mim daqui a cinco anos. em 2008 eu já vou estar com 28 anos, uma idade boa pra já ter algo fixo. não sei bem se nos dias de hoje dá pra se pensar assim. não sei o que estarei fazendo aos 28 anos, onde estarei morando, se terei filhos, marido, casa própria, emprego. não sei de absolutamente nada. as coisas mudam tanto a cada segundo mas se existe uma coisa que pra mim é uma fumaça turva é o futuro. tá, não me falem em morrer, ou sofrer qualquer acidente (natural ou não) porque não é disso que eu tou falando. é de coisas mais concretas, família, emprego, essas merdas que nossos pais já tinham aos 28 anos.
alguém tem uma peteca de badminton pra emprestar?

tou tentando pensar como se faz um campeonato de badminton sem peteca. talvez com uma boneca. ou com folote.

26.3.03

essa precisa de letras garrafais e em negrito

FOLOTE VOLTOU PRA CASA!!!

vocês não imaginam o tamanho da minha felicidade quando eu vi aquele cavanhaque. como ele cresceu! como ele tá sujo! como ele tá lindo e carinhoso!!!

tou muito feliz, muito muito muito!!!

:)

25.3.03

pessoas,

sábado, aqui na simpática área de lazer da vila santo antônio, acontecerá o I CAMPEONATO INTERNACIONALMENTE CONHECIDO POR TODOS OS SEUS FAMILIARES DE BADMINTON, a partir das 10h. podem virem, se quiserem. tragam o que forem beber e os comes a gente vai pensar se faz. talvez uma feiju (e ó, tou craque em feiju). ah, e não se esqueçam de formar suas duplas e avisar a marcelo leproso (quem quiser o celular do rapaz avise-me em pvt).
existe algum disco que vocês ouvem quando estão tristonhos ou meio pra baixo? assim, eu sei que as pessoas tem vários deles. mas eu tenho um especial, esse dos byrds, que gosto de ouvir quando tou tristonha. não sei porque tenho isso, mas sempre que tou meio down eu pego esse disco pra ouvir. eu até já chorei ouvindo ele. e olha que ele é até bem pra cima. no momento eu tou ouvindo o pet sounds, que é bem tristinho e alegre ao mesmo tempo. eu tenho a sensação de dias melhores ouvindo o pet sounds.
por que quando você fica sem obrigações na vida, pronta pra curtir o ócio, você só tem vontade de ficar dormindo, não consegue pensar em nada interessante e tudo ao seu redor é cinza e sem graça?

tem dias que, REALMENTE, a vida parece coca-cola sem gás.

22.3.03

tou indo assistir ao "crime do padre amaro". minha segunda investida, espero que não dê nada errado. é que quinta eu fui toda toda assistir ao filme na fundaj e quando chego lá descubro que a sessão é fechada para a imprensa. e é a pré-estréia. ok, consegui vencer esse obstáculo com meus contatos e meu carisma, hehehe.

mas o pior foi que o distribuidor do filme TROCOU AS LATAS, numeradas erradas e colocou a de número 5 no lugar da 2. imaginem só. agora eu já sei o que acontece no último quinto de filme e tou puta.

mas vão assitir de qualquer forma. o filme já deve valer só pela presença DO MONUMENTO.

caros colegas,

venho por meio desta informar que trator, o siamês fêo, está morando na casa do vizinho desde que levou uns tapas de antônio, há aproximadamente duas semanas.

sem mais no momento,
cecília.
instruções visuais para débeis mentais.
depravação! promiscuidade! devassidão!

não é preciso nem dizer que a festa foi um SUÇESSSO, apesar de não ter bombado tanto quanto o bailão um, que contou com pitboys de verdade, suados e sem blusa, e não esses farsantes universitários que não têm coragem de ir a um baile funk de verdade no clube rodoviário, ehehge. mas foi massa. grandes clássicos, saias curtas rebolando e tudo naquele clima de paquera.

no fim da noite (ou no começo da manhã de sábado) fui bater no garagem e encontrar com todos os restos de feira do mundo e pessoas embriagadas dormindo pelos bancos. o som alternava entre tiririca, silver apples e the sonics. foi legal, já era dia e eu tava com o cheese burguer embrulhando na barriga.

21.3.03

atenção, pessoas. antes de fazer uma feijoada em casa, atentem para o seguinte detalhe: o avental. esse acessório ridículo presente em todas as cozinhas (menos na minha) é indispensável na hora de fazer esse prato.

hoje estava eu, ora no computador resolvendo pitangas, ora mexendo a colher no panelão de feijão. atenção voltada pra nada. foi quando salpicou aquela quantidade de água quente fervendo na minha barriga (naquela região entre a blusa e o cós do short, que fica sempre à mostra, no meu caso) suficiente pra fazer um grande estrago. imediatamente, água fria na barriga e gelo, gelo, gelo até adormecer o abdômen. pessoas, que santo remédio. brigada, vó. não tem picrato de butesin, hipoglos. é gelo, muito gelo. fiquei superpreocupada achando que ia ficar aquela enorme cicatriz incômoda de queimadura, visto que a área avermelhada era gigante e ia até o púbis. mas o que restou foi apenas um tracinho vermelho, uns quatro dedos abaixo do umbigo, que arde muito pouco.
saiu no dp também.
tou puta com essa merda que saiu no xota cê. isso não tem nada a ver com o texto que passou pelo meu crivo. é mentira, nixon não é dj de porra nenhuma e mulher não entra de graça até meia noite. e se vierem estarrar, puxo os cabelo.

entrem lá, comentem, esculhambem essa merda!

20.3.03

há uma nova (e igualmente isuportável) maneira de te pedirem esmolas. hoje eu uni minhas forças e dinheiros para ir ao supermercado fazer compras, motivada por mami que trouxe sacolas com frutas, verduras e aveia. eu estava lá pesquisando o preço do sabão em pó quando aparece um garoto com seus 14 anos e uma cara de choro teatral segurando uma galinha congelada. franziu a sobrancelha e disse:

- tia, me ajuda a comprá essa carne aqui pra eu pudê almuçá.
- é o quê?
- me dá um trocado pra eu comprá essa carne aqui pra eu pudê almuçá.
- porra, é porque não vai dar mesmo.

fiquei meio chocada mas ao mesmo tempo rindo da criatividade que esse povo tem de arrumar sempre uma nova maneira de pedir esmolas. logo em seguida vi outro garoto segurando bifes de patinho e pedindo prum outro clieete do bompreço pra comprar a carne pra pudê ele almuçá.

19.3.03

catando cousas pro bailão, me deparei com duas pérolas esquecidas desses dois aqui:



shavonne é mais conhecida pelo hit "so tell me, tell me" e nice & wild teve seu momento de glória com "diamond girl". ambas embalaram as festinhas de prédio da nossa pré-puberdade e sumiram completamente do mapa.
feita completamente nas coxa agora de manhã a página do bailão.

18.3.03

- alo?
- alô, estou falando aqui da gazeta mercantil. por gentileza, com quem eu falo?

como assim "com quem eu falo"? a sujeita liga pro meu celular e pergunta com quem ela fala?

- (risos) cecília.
- muito bem...

piii piii piii piii

17.3.03


minha memória olfativa é infalível quando eu como esse biscoito: direto pra 1986, quando estava na alfabetização
vocês pediram e ele está de volta!

16.3.03

ontem, lá pelo meio dia, seguimos pra aldeia, pra a big feijoada da zeza, na casa de pedrón. pros que não conhecem, aldeia é um município (?) que fica a alguns quilômetros do recife e onde se encontra um pedaço da reserva de mata atlântica e tal. pessoas têm granjas lá, e pessoas moram lá também, fugindo do caos da cidade grande. hehe. aldeia é massa. e farras na casa de pedrón sempre são massa. piscininha, cerva gelada, diana, a cachorra mais legal do mundo flatulando perto da gente. e claro, a feijoada, que é um verdadeiro manjar dos deuses. então foi só gralha a tarde toda, se extendendo também pela noite. teve street fight na piscina, cecília encarnando lala k e arrupios na espinha ouvindo casa de brinquedos, um dos discos de ouro da minha infância.

14.3.03

gente, eu preciso postar isso aqui:



essa foto foi tirada no carnaval de 1999, em olinda, quando meu irmão (o da esquerda e óculos), mateus (o do meio) e eu (direita e magricelésima, no auge dos meus 38 kg) nos fantasiamos de devo. na verdade, era pra ser devo por isso esse cabelo de plástico aí (nem sei se dá pra notar) é igualzinho ao cabelo das tropa do kraftwerk, em quem os rapazes se inspiraram. como em olinda ninguém sabe o que é kraftwerk, muito menos devo, decidimos que a fantasia era de nerd. saímos pelas ruas meio mangalóides e essa menina joelma fotografou a gente. nem me lembrava mais desse carnaval, dessa foto e nem da tal joelma, quando mari pires veio me falar da existência de tudo. que achado!

o comentário da joelma a respeito da foto:

Os dois da direita são o Mateus e a Cecília. Recifenses, figuras massa, fanzineiros.. Encontramos eles na noite, no Rec Beat, no mesmo dia, quando deixamos a Erika em casa, e nos outros dias. Pena que perdemos contato com eles, mas vou ver se remexo nos meus arquivos e acho o e-mail deles: dosamores. Eles eram namorados e o carinha de óculos é irmão dela. Os 3, juntos, eram as figuras MAIS engraçadas de todo o carnaval. Sem medo do ridículo. Num lugar onde todo mundo quer comer todo mundo, em que as meninas se fantasiam de Whiskas (isso mesmo: comida de gato), eles chamavam a atenção pela completa falta de sex appeal. Os dosamores, já tinham um ao outro mesmo, e, diz a Cecília, que o irmão dela, esse sim, era um verdadeiro nerd. Hahaha. Que figuras. Terrivelmente engraçados.

:~~~~~~~

lagriminhas aqui. deu saudade de algumas coisas...
ontem eu decidi ir atrás do fruto mais recente de minha curiosidade musical. chama-se estrela no cu e foi-me indicada pelo compadre esdras, numa tarde de chopp no bar mustang. não bastasse o belíssimo nome, a banda ainda faz paródias com temática sexual baixa de múicas bregas já consagradas no cancioneiro popular. "eu preciso conhecer essa merda. urgente."

saí de casa em direção à rua 7 de setembro. garimpei em todas as banquinhas de cds piratas, mas as pessoas pareciam nem saber do que se tratava. o diálogo chegou a se repetir em praticamente todas as banquinhas que fui:

- diga, moça.
- ...
- tá procurando alguma coisa?
- tou. uma banda chamada ESTRELA NO CU.
- estrela onde?
- é, onde o senhor ouviu mesmo.
- eu já vi estrela em todo canto, mas esse aí deve ser um abençoado mesmo.

a cara de reprovação ao ver uma mocinha tão de família procurando por uma coisa dessas era geral, e os risos, inevitáveis. contrangidíssima, só pude dar meia volta e ir pra casa. mas não desistirei assim tão fácil.

13.3.03

terça-feira, em meio a clones de cerveja, syl me diz que o blog mais legal de todos os tempos está de volta. bem assim, na surdina, a menina cris das histórias fantásticas foi e voltou. e ninguém percebeu.

ah, nem falei como foi divertida aquela noite, né? grandes reencontros. ficamos fazendo desenho de cu* no select e ainda tinha gente pagando reais por relíquias dos anos 80, como genius. pois é, deixei de ganhar 100 pila porque não fui na casa de mãe buscar o jogo.


_______________
*o desenho de cu é uma nova modalidade do desenho de cigarro, só que, como já deu pra notar, com o cu. consiste em desenhar algo no ar usando a região pélvica em movimento.
meus bebês cantam:

the vines
white stripes
electric six
mclusky
elbow

11.3.03

decadência 2

estou procurando estágio, pessoas. se alguém souber de algum escritório de design (e, em último caso, uma agência de publicidade) ou qualquer outra empresa que esteja precisando de estagiário com experiência em design gráfico (e nenhuma experiência com web), estou aqui coçando.

9.3.03

eu não disse ainda, mas ontem recebemos uma encomenda sinistra, às 8h30 da manhã. isso depois de ter rolado o maior festerê aqui em casa, o bota-fora de alice. antonio, podre de sono, vai ver o PACOTE e se depara com uma surpresa: um siamês raquítico de cara demoníaca. dentro de uma singela cestinha. claro que ainda sentimos pelo sumiço de folote, o gato mais legal do mundo. mas não esperávamos que a substituição dele fosse se dar de forma, digamos assim, tão TINHOSA. além de feio, o gato miava demais, um miado desesperador e rouco e parecia ter sido maltratado no seu antigo mocó. a mãe acho que não gostava muito dele, porque ele parece ter no máximo um mês e meio e já foi desmamado há algum tempo. quanto descaso! mesmo com tanta campanha pró-amamentação as mães ainda tratam assim suas crias.

depois de acordar de verdade, mais lúcida, fui ver melhor o bebê. ele miava em algum lugar da salinha do vinil, mas não sabia bem onde. tava debaixo do som, num espaço que eu achava que só cabia poeira. foi difícil tirá-lo de lá, mas depois de algum esforço, de tentar tangê-lo para os fios e algumas mordidas, consegui suspendê-lo pelo rabo. ô, tão feinho! parece cartola com aquele nariz preto. não tivesse já batizado-o de TRATOR, o chamaria de cartola, na certa. como ainda nem dá pra saber se é macho ou fêmea, corre o risco de se chamar TRATORA também.

e o novo inquilino já até estreou como ATOR com os rapazes da símios filmes. na falta de joão lima, vai trator mesmo. entrou no aquário debaixo da chuva e até foi marionete. pobre criatura, sendo JUDIADA só por ser desprovida de um belo rostinho. ele também tem seu valor. prometo que vou amá-lo, apesar de não conseguir me acostumar com o fato de ter um siamês fêo.

7.3.03

decadência




o carnaval passou. e foi massa, apesar de não estar em todas as farras possíveis (e nem querer). o rec beat foi uma merda como esperado e não me dei ao trabalho de ir ver nenhum show. mas teve as coisas paralelas, como a casa da gráfica santa marta, com birita de graça no sábado e os merengue vamp rolando lá na frente do burburinho. só pisei em olinda no sábado, meio que fugindo do galo da madrugada e também pra mostrar toda a diversidade desse meu carnaval cheiroso ao meu querido hóspede bruno galera. mas também não fez muito diferença porque a graça de olinda é acompanhar blocos e ficar fazendo o social na ladeira do mac. fizemos isso mal e porcamente. posso afirmar com certeza que acompanhar bloco tava bem mais civilizado aqui no recife antigo.

ontem amélia apresentou o trabalho de graduação dela sobre poesia concreta e a gente fez uma espécie de jogral/coral concreto com aquela poesia "tensão" de augusto de campos. con tom can tan con tom can tan con tom can tan con tom can tan con tom can tan ad eternum. foi legal. pelo menos engraçado ficou. à noite teve a despedida de amélia na casa dela e foi ceva pra cima. fim da noite decrépito no garagem ouvindo jazz e fazendo baixaria em cima do palco. e todos tiraram a noite pra perturbar minha paz (moloko, eu te mato). e ainda existem registros fotográficos constrangedores envolvendo a minha pessoa e o meu umbigo.

hoje eu levei bruno numas lojas de discos aqui do centro mas tá tudo tão caro que nem valeu tanto a pena. pelo menos valeu pelo LP que bruno comprou do TAVARES, um grupo de disco/soul/funk cujo logo é igual o dos strokes. eu acabei comprando um disco do MENTECAPTOS ERÓTICOS só pelo prazer estético.