23.3.04

A MUDANÇA

ai, coragem de ir buscar o resto das minhas coisas lá no seo-buda-new-generation-crazy-people-underground - só pra dar uma de hélio. tou dormindo num colchão bagaceiro há quase um mês e já tem quase um buraco onde a bunda se acomoda. acordo doída, como se tivesse levado uma pisa. isso sem falar nas roupas se amassando naquela mala.

meu problema é tempo e abdicar do descanso do fim de semana pra fazer mudança. mas vou resolver isso esses dias de noite, contando com a ajuda salvadora do amigo melo. te devo uma cervejada.

mas fora isso, tá tudo muito tranqüilo. com a distância dos points de badalação e a dificuldade de arranjar carona pra ir pros cantos, tenho saído bem menos. durante a semana tou ficando em casa e dormindo cedo, o que é ótimo e economiza uma grana...

e a madalena é um bairro bem legal. mas apesar da tranqüilidade, já soube de vários casos de assalto por ali. tem o velho caso de arthur, que levou um tiro na perna ali no mercado da madalena sem ter feito porra nenhuma. fora os inúmeros casos de assalto.

o carro de júlio ficou estacionado na frente do prédio na madrugada de sexta pra sábado. todos dormiram bêbados no chão da sala. de manhã liga xandinho dizendo que a polícia tava embaixo do prédio com o carro DEPENADO. na hora, obviamente, imaginei o carro todo batido, um papel alumínio amassado. depois imaginei ele sem nada, sem pneus, sem as coisas de dentro. foi o tempo de acordar, sentir a cabeça pesando e me recompor. depois pensei "o carro de júlio não tem nem som. o que os caras podem ter levado?". descemos. os caras se deram mal, porque a única coisa que poderia ter valor era o celular de júlio. e ter levado aquilo foi até um favor que eles fizeram à humanidade.

o fato é que tenho andado por ali um tanto apreensiva. quando vou e quando volto do trabalho, ando olhando com cuidado pra todos os lados e desconfio de qualquer um que passe de bicicleta. tá meio foda. mas penso também que morava numa das áreas mais perigosas do centro e nunca nem fui ameaçada. pode ter sido só sorte, também.

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