13.5.04

Ê, VIDÃO

eu tou vendo a hora é endoidar aqui dentro dessa casa, sozinha, o tempo todo. ontem mesmo eu quase entrei em parafuso. estresse geral bateu aqui, por uma porção de motivos. e ninguém pra conversar. ninguém pra ouvir uns gritos. não é a mesma coisa pegar o telefone e ligar pra a mãe, desesperada, chorando. o máximo que vai acontecer é ouvir um SÓ LAMENTO. o jeito é deitar a cabeça no travesseiro e rezar pra não sonhar com coisa ruim.

mesmo assim é difícil evitar os sonhos bizarros. sei que acordei hoje umas 4h30 da manhã de um sonho bizarro. mas não bizarro por ser bizarro. é bizarro daqueles em que você sonha matando personagem de novela (vejam só a que ponto eu cheguei!) e sendo a heroína da história. ou com um lance que são todos os seus amigos num lugar azarando pessoas, mas um lugar PRÓPRIO para esse tipo de atividade. bem ridículo mesmo, parecia que tavam numa propaganda do PAPO MANIA (aquele da musiquinha das pessoas que VÃO À LUTA E CONQUISTAM UM IDEAL, lembram?). sei que acordei desse sonho meio confusa ainda, me perguntando se eu participei ou não daquela coisa ridícula e perdi o sono. voltei a pensar merda e nada do sono voltar.

minha mãe sempre me disse que nessas horas é bom pegar um livro. peguei o de saramago que eu tou lendo, mas a capa é dura e ficou pesado. peguei o pau pra toda obra "cartas na rua" do velho buk. esse é um livro emergencial. guardo as últimas páginas que faltam pra quando acontecer de eu perder o sono no meio da madrugada. acabei dormindo demais e chegando um pouco atrasada no trampo.

mais estresse. isso sem falar na nova companheira, a dor no joelho direito, que vem me acompanhando de uns dias pra cá. comecei a sentir o bichinho depois de um dia meio pesado no trampo, aqueles dias em que você pega um trabalho que parece interminável. que só de ver o que falta pra terminar você se imagina dali a um ano ainda finalizando o processo. não gosto nem de pensar. dói.

mas vamos lá, vidinha. um dia a sorte abraça você, zênzi.