13.7.04

GARANHUNS FOI BRODAGEM

sempre dizem que as melhores viagens são aquelas em que você não planeja nada. ou acaba indo de última hora, sem ter tempo nem de arrumar a mala direito. pois foi assim que eu fui pra garanhuns no fim de semana, pro festival de inverno. sexta eu cheguei em casa de noite, já tava planejando a bosta do fim de semana, tinha convidado pessoas pra irem lá pra casa mais tarde pra tomar uma cervejinha até dar a hora de sair. foi quando flávia me ligou e disse que a gente tinha carona pra ir, casa pra ficar e estaria indo dali a uma hora. era o tempo de arrumar a mala e tomar um banho. ok.

chegando lá, nos alojamos (mal) na casa onde iríamos dormir e fomos pra praça guadalajara. não vi direito o show de ney matogrosso com pedro luís e a parede. mas os trechos que consegui assistir, vi que o cara é FODA. além da forma física de causar inveja a pessoas de qualquer idade, o cara ainda tem uma das presenças de palco mais fuderosas: canta pra caralho, dança enlouquecidamente e ainda tem os melhores figurinos. não sei ainda como ele tava agüentando aquela calça apertando os ovos. isso sem falar na blusinha colada com o peito nu.

depois dali, fomos pro parque euclides dourado. acho que os shows já tinham acabado há tempos e ficamos só no gererê, conversando água e bebendo. um dos pontos alts desse festival de inverno é a cerveja que tá patrocinando: a bohemia. como a cerva que patrocina o evento é a única vendida no local, o preço ainda ficou abaixo do normal: a long neck a R$ 2 e a garrafa de 600ml variando entre R$ 2,50 e R$ 3.

quando tudo morgou, lá pelas 5 da manhã, fomos atrás da boate orifícius que ano passado ficava na frente do parque e tocava tony garcia. chegando, qual não foi a nossa surpresa ao ver os dizeres "chocolate quente" no backlight. tristeza sem fim. a orificius acabou.
fomos pra casa andando e para a alegria geral da nação, encontramos a substituta da orificius: a reducttus. o cara queria cobrar 5 pila da gente àquela hora da manhã, mas
conseguimos entrar de graça. o som, claro, uma bosta. mas teve 3 momentos bons: onde more time (daft punk), alguma outra música que não me lembro e sometimes do les rithmes
digitales. essa última eu nunca tinha ouvido tocar em festa nenhuma e é uma das músicas mais lindas da banda. já deu pra escorrer lagriminha e ir dormir feliz.

mas o caminho de volta foi foda. além do mundo parecer mais bizarro que o norma (provável conseqüência do excesso de álcool), muita coisa engraçada aconteceu. de longe avistei uma pet shop de nome FOFINHO. quando passamos pela frente da loja, um bicho não identificado começou a gritar desesperadamente, o que nos fez concluir que alguém estava enfiando uma caneta de 12 cores no cu do bicho. o grito era de real sofrimento e causou comoção geral.

pudemos perceber que a rede de supermercados bonanza predomina, tendo uma filial em cada esquina, portando, nunca use isso como referência em garanhuns. você pode ser perder.

como estávamos mortos de fome, resolvemos procurar uma padaria. padarias devem estar abertas às 6h da manhã. mas a única que achamos não tinha onde sentar e praticamente só vendia ração pra gato e cachorro. mais próximo de casa, tinha a CASA FUNERÁRIA APERTE A CIGARRA. e logo depois um estacionamento que custava R$ 10 a pernoite. já quase na rua de casa, avisto uma lojinha aberta onde havia uma espécie de faixa avisando que tinha doces, chocolate quente e bugigangas. mas loja não tinha nada, nem balcão, nem gente, absolutamente nada. completamente vazia, se é que vocês estão entendendo. bizarro demais. era puxar dali pra dormir mesmo.

o sábado foi todo pra beber chopp numa churrascaria perto de casa e à noite morrer de sono e dançar drumba.

no domingo, fomos procurar um lugar pra comer e achamos um bar massa, rolando o maior pagode legal. sério, o pagode era alto nível, a banda tocava bem e a comida tava massa. apesar do garçom parecer um pouco esquisito e muitas vezes esquecer de avisar que alguma coisa estava faltando na cozinha, foi brodagem. o celular tocou. a cobrar. como era da oi, resolvi retornar. mas tinha um lance de discar o código da operadora, mais 87 e ainda tinha que decorar o número. naquele estado de embriaguez, não consegui fazer os três passos normalmente. quando eu finalmente consegui, depois de umas 7 tentativas:

- alou?
- alou, você ligou agora há pouco pro meu número. quem tá falando?
- eu queria fazer amizade.
- vá tomar no cu.

fiquei puta. tocamos dali pro budega, já um tanto quanto mamados. levei até a tulipa do bar. o budega é brodagem total, o bar pra onde as pessoas legais vão. tinha um caldo gostoso de galinha que era tudibom. tomaria na boa a panela inteira. depois de váááárias biritas e conversas legais, fomos embora. eu tinha a difícil tarefa de conduzir flávia com vida até em casa. quando passamos na frente da igreja, ela insitiu pra entrar, mas eu não quis deixar. não sei por quê. ficou ela querendo entrar e eu tapando a entrada da igreja. duas loucas bêbadas fazendo o maior barraco na frente da igreja. até que entramos. me senti a própria pecadora arrependida, com uma tulipa na mão, completamente bêbada. mas foi brodagem.

quando finalmente chegamos em casa, sem condições de uso, dormimos para acordarmos novas pro show do mombojó e eddie pra dali seguirmos pra recife de volta. resultado: acordamos tarde e pegamos metade do show do mombojó (que foi massa mesmo assim). foi a noite mais fria de todas. depois do eddie, seguimos em comboio (com a van do mombojó) pra recife. não lembro de nada, só dormi a viagem inteira. foi meio deprimente chegar às 5h da manhã pra acordar às 8h e ir trabalhar, mas valeu a pena.

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