16.8.04

PORTO SOLIDÃO

(Jessé)

Se um veleiro repousasse
Na palma da minha mão
Sopraria com sentimento
E deixaria seguir sempre
Rumo ao meu coração

Meu coração, a calma de um mar
Que guarda tamanhos segredos
De versos naufragados e sem tempo

Rimas de ventos e velas
Vida que vem e que vai
A solidão que fica e entra
Me arremensando contra o cais

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