29.7.04

ENQUETE

que música vocês gostam de ouvir quando estão contentes, felizes, saltitantes e com aquele sorriso de otário no canto da boca ou que música deixam vocês assim serelepes?

a minha eu inclusive já postei a letra aqui no blog uma vez. é barato total, de gilberto gil, na voz meiga de gal novinha. se existe uma música que me deixa felizinha é essa. linda, linda, linda. ai.

28.7.04

NÃO TEM PREÇO

sua chefe entrar na sala e lhe pegar cantando de forma efusiva
LEVÔ, LEVÔ, LEVÔ
AGRADEÇO A UMBANDA
A UMBANDA ME SALVOU!
COISAS BIZARRAS ME ACONTECEM DURANTE A MADRUGADA

depois que me mudei pra esse apartamento, muitas foram as vezes que acordei durante a madrugada, insone. primeiro havia explicação: todos os problemas do mundo a resolver. agora, que já não tem tantos assim, consigo dormir direito. mas ultimamente tem sido foda. depois de acordar domingo empachada de kaiser quente e não conseguir dormir direito com a barriga cheia e regurgitando, agora chegou a hora de acordar com crianças berrando pela mãe. às 2h15 me acordo com um MAMÃE, MAMÃÃÃE desesperado, que imaginei ser do sonho. o desespero da criança era enorme, comecei a imaginar coisas. comecei a pensar que ela tinha ficado presa na varanda e berrava pra a mãe ir abrir, infrutiferamente. uma hora ela parou, mas só pra tomar fôlego e continuar gritando pela mãe. ainda pensei em descer e avisar à mãe da choradeira. desesperada, mas sem a menor coragem de ir até a varanda ver o que era, liguei a tv com intuito de não escutar mais o grito da menina. foi quando ouvi o barulho da porta do quarto de rafinha e fui lá falar com ela. soube, então, que nos últimos dias, tem sido corriqueiro essa guriazinha do andar de baixo gritar a madrugada inteira pela mãe. pelo menos assim consegui voltar a dormir. se eu ficasse imaginando que a bichinha tava em apuros eu não ia conseguir deitar a cabeça no travesseiro sabendo que podia ir lá e salvá-la.

26.7.04

ANOTAÇÃO MENTAL #3579

parar de arrotar na frente dos outros.

eu vou pra Codó... diz:
fala Zenzi


cecils diz:
oi, meu anjo


cecils diz:
veleza?

 
eu vou pra Codó... diz:
acabei de dar um ARROTO e me lembrei de vc

ANOTAÇÃO MENTAL #3578
 
dar um tempo na cachaça. uns 3 dias.

19.7.04

MAIS ZEZINHO
 

enquanto os outros jogavam dominó, eu afogava as mágoas num prato de asinha.

18.7.04

BAR DO ZEZINHO
 
tá. finalmente consegui ir no tão falado bar do zezinho. gustavo e laura praticamente moram lá e de tão bem que falaram dos quitutes, o bar já fazia parte dos meus sonhos. ontem de tarde partimos em direção à longínqua setúbal pra apreciar acepipes feitos em óleo quente fervendo.

o lugar é um boteco de verdade, no meio do nada, numa rua sem saída e escura. o som é um rádio ligado em qualquer estação. tivemos sorte, porque desde a hora que chegamos, umas 18h, até a hora que saímos (mais de meia noite) o som foi excelente. primeiro que tava tocando algum especial de clássicos do roque na rádio recife (pasmem) e depois ficou o tempo inteiro na antena 1. e antena 1 é brodagem total, só músicas de chorar no cantinho. então foi fera.

a cerveja era a mais gelada que vi nos últmos tempos. sabe aquele ponto em que ela tá quase pra congelar mas ainda não chegou lá? então. os quitutes... bem, o que posso dizer de uma bela porção de asa de galinha empanada, super sequinha e crocante por apenas 4 dinheiros? ou de uma porção de torresmo igualmente sequinha e crocante por também 4 reais? ou costelinha de porco também super sequinha? caralho, aquilo é o paraíso do colesterol, eu devia morar ali.

quem conviveu comigo nos últimos dias sabe a vontade que eu tava de comer asa de galinha assada. eu tenho uma verdadeira tara suburbana por esssa parte pouco nobre da galinha. vejam bem, é tara mesmo, doença. em churrasco é com o que eu mais me delicio. primeiro porque é carne perto de osso e a gente sabe que carne perto de osso é a melhor. daí a preferência dos homens pelas mulheres magras, ha ha. mas enfim, é uma carne saborosa apesar de pouca. e eu gosto e não discuto isso. um prato de asa de galinha com cerveja gelada é quase o céu e eu agradeço por existir isso aqui tão barato.

o fato é que vou virar cliente desse bar, já ganhou milhões de pontos no meu conceito por ser barato e muito bom.

15.7.04

RONNIE, GATO GAROTO



eu tinha esse disco de ronnie von há muito tempo nos meus arquivos de mp3. mas nunca tinha visto a capa do dito cujo. além de ser massa ainda tem a foto do torso nu de ronnie. se agarante. e o coroa é gato até hoje. tá valendo.

13.7.04

GARANHUNS FOI BRODAGEM

sempre dizem que as melhores viagens são aquelas em que você não planeja nada. ou acaba indo de última hora, sem ter tempo nem de arrumar a mala direito. pois foi assim que eu fui pra garanhuns no fim de semana, pro festival de inverno. sexta eu cheguei em casa de noite, já tava planejando a bosta do fim de semana, tinha convidado pessoas pra irem lá pra casa mais tarde pra tomar uma cervejinha até dar a hora de sair. foi quando flávia me ligou e disse que a gente tinha carona pra ir, casa pra ficar e estaria indo dali a uma hora. era o tempo de arrumar a mala e tomar um banho. ok.

chegando lá, nos alojamos (mal) na casa onde iríamos dormir e fomos pra praça guadalajara. não vi direito o show de ney matogrosso com pedro luís e a parede. mas os trechos que consegui assistir, vi que o cara é FODA. além da forma física de causar inveja a pessoas de qualquer idade, o cara ainda tem uma das presenças de palco mais fuderosas: canta pra caralho, dança enlouquecidamente e ainda tem os melhores figurinos. não sei ainda como ele tava agüentando aquela calça apertando os ovos. isso sem falar na blusinha colada com o peito nu.

depois dali, fomos pro parque euclides dourado. acho que os shows já tinham acabado há tempos e ficamos só no gererê, conversando água e bebendo. um dos pontos alts desse festival de inverno é a cerveja que tá patrocinando: a bohemia. como a cerva que patrocina o evento é a única vendida no local, o preço ainda ficou abaixo do normal: a long neck a R$ 2 e a garrafa de 600ml variando entre R$ 2,50 e R$ 3.

quando tudo morgou, lá pelas 5 da manhã, fomos atrás da boate orifícius que ano passado ficava na frente do parque e tocava tony garcia. chegando, qual não foi a nossa surpresa ao ver os dizeres "chocolate quente" no backlight. tristeza sem fim. a orificius acabou.
fomos pra casa andando e para a alegria geral da nação, encontramos a substituta da orificius: a reducttus. o cara queria cobrar 5 pila da gente àquela hora da manhã, mas
conseguimos entrar de graça. o som, claro, uma bosta. mas teve 3 momentos bons: onde more time (daft punk), alguma outra música que não me lembro e sometimes do les rithmes
digitales. essa última eu nunca tinha ouvido tocar em festa nenhuma e é uma das músicas mais lindas da banda. já deu pra escorrer lagriminha e ir dormir feliz.

mas o caminho de volta foi foda. além do mundo parecer mais bizarro que o norma (provável conseqüência do excesso de álcool), muita coisa engraçada aconteceu. de longe avistei uma pet shop de nome FOFINHO. quando passamos pela frente da loja, um bicho não identificado começou a gritar desesperadamente, o que nos fez concluir que alguém estava enfiando uma caneta de 12 cores no cu do bicho. o grito era de real sofrimento e causou comoção geral.

pudemos perceber que a rede de supermercados bonanza predomina, tendo uma filial em cada esquina, portando, nunca use isso como referência em garanhuns. você pode ser perder.

como estávamos mortos de fome, resolvemos procurar uma padaria. padarias devem estar abertas às 6h da manhã. mas a única que achamos não tinha onde sentar e praticamente só vendia ração pra gato e cachorro. mais próximo de casa, tinha a CASA FUNERÁRIA APERTE A CIGARRA. e logo depois um estacionamento que custava R$ 10 a pernoite. já quase na rua de casa, avisto uma lojinha aberta onde havia uma espécie de faixa avisando que tinha doces, chocolate quente e bugigangas. mas loja não tinha nada, nem balcão, nem gente, absolutamente nada. completamente vazia, se é que vocês estão entendendo. bizarro demais. era puxar dali pra dormir mesmo.

o sábado foi todo pra beber chopp numa churrascaria perto de casa e à noite morrer de sono e dançar drumba.

no domingo, fomos procurar um lugar pra comer e achamos um bar massa, rolando o maior pagode legal. sério, o pagode era alto nível, a banda tocava bem e a comida tava massa. apesar do garçom parecer um pouco esquisito e muitas vezes esquecer de avisar que alguma coisa estava faltando na cozinha, foi brodagem. o celular tocou. a cobrar. como era da oi, resolvi retornar. mas tinha um lance de discar o código da operadora, mais 87 e ainda tinha que decorar o número. naquele estado de embriaguez, não consegui fazer os três passos normalmente. quando eu finalmente consegui, depois de umas 7 tentativas:

- alou?
- alou, você ligou agora há pouco pro meu número. quem tá falando?
- eu queria fazer amizade.
- vá tomar no cu.

fiquei puta. tocamos dali pro budega, já um tanto quanto mamados. levei até a tulipa do bar. o budega é brodagem total, o bar pra onde as pessoas legais vão. tinha um caldo gostoso de galinha que era tudibom. tomaria na boa a panela inteira. depois de váááárias biritas e conversas legais, fomos embora. eu tinha a difícil tarefa de conduzir flávia com vida até em casa. quando passamos na frente da igreja, ela insitiu pra entrar, mas eu não quis deixar. não sei por quê. ficou ela querendo entrar e eu tapando a entrada da igreja. duas loucas bêbadas fazendo o maior barraco na frente da igreja. até que entramos. me senti a própria pecadora arrependida, com uma tulipa na mão, completamente bêbada. mas foi brodagem.

quando finalmente chegamos em casa, sem condições de uso, dormimos para acordarmos novas pro show do mombojó e eddie pra dali seguirmos pra recife de volta. resultado: acordamos tarde e pegamos metade do show do mombojó (que foi massa mesmo assim). foi a noite mais fria de todas. depois do eddie, seguimos em comboio (com a van do mombojó) pra recife. não lembro de nada, só dormi a viagem inteira. foi meio deprimente chegar às 5h da manhã pra acordar às 8h e ir trabalhar, mas valeu a pena.

1.7.04

FLÁVIA ACHOU ESSA FRASE A MINHA CARA

"Poupe-me da amargura, o derradeiro ácido cítrico pervertido a correr nas veias das mulheres solteiras inteligentes e sozinhas" (Sylvia Plath)

e eu concordo.