16.9.05

as pás

já fomos recepcionados por um cheira cola na rua, ao estacionarmos o carro pra ir pro clube das pás douradas. lá dentro, cartazes indicando "parabéns, você está no centenário do clube". nossa, por que eu demorei tanto pra ir ali? me lembro quando tônia, a mãe de flávia, chamava a gente pra ir pras pás, quando ainda éramos púberes e inocentes.

já se nota o clima respeitoso do ambiente familiar quando se entra; o chão do salão, com o assoalho devidamente encerado para a noite de festa. o banheiro é uma atração à parte; uma tiazinha com uma cesta de palha, cheia de pedaços de papel higiênico enrolado para ser distribuído com as clientes ao entrar. além do ar condicionado, nada podia ser mais bizarro naquele banheiro, só a mulher-travesti que entrou semi-nua. nunca vi uma mulher-mulher tão alta em toda minha vida. nunca. acho que a bicha tinha 1,90m, sem brincadeira. e sem salto; a sandália que ela calçava era tão rasteira quanto um pedaço de papelão. impressionante.

o som de catarina de jah foi massa, condizente com o lugar e a situação. me lembrou os djs da cubana, só que com mais personalidade. a qualidade do som não tava boa, mas deu pra disfarçar direitinho.

a academia da berlinda evoluiu muito desde o últmo show que vi, numa das festas do 46º salão de artes plásticas, no museu do estado. tão cantando direitinho, sem errar nas letras. foi massa, até dancei no salão sem levar minha latinha de cerveja quente.

a banda tocou em duas vezes, e o segundo set de catarina foi ainda melhor que o primeiro, recheado de carlos alexandres, evaldos bragas e elinos lunião.

mas nada paga dançar "ninguém vai tirar você de mim" agarradinho no clube das pás. nada.

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