1.1.06

15 dias na favela

acho que nunca passei tanto tempo longe da civilização - depois de adulta, claro. e há muito tempo não tirava umas férias tão prolongadas - chegou até a cansar passar tanto tempo acordando com o mar na minha frente.

aí que na primeira semana só tinha eu e tarta na casa e deu pra fazer todas as coisas que gente de férias quer: ler, passear na praia, tomar uma cervejinha de leve, dormir de tarde, passear mais, ouvir música e trepar sossegado. e até raspar a cabeça. acabei tirando a franjola, que já ficou dura na primeira lavagem com água salobra.

aí o povo começou a chegar, a depravação e a sodomia correndo solta, já viu, né? todo mundo nu e se querendo. num tive mais sosego. mas pense em 15 dias ducaralho. vou lembrar pra sempre como um dos melhores fins de ano (e de um ano até legal, diga-se) que já tive. obrigada, queridos :*

a salvação da lavoura:


tia geo, que tava sempre ali na beira da praia com sua skol a R$1,99 sempre que a gente precisou. ainda emprestou mesa e cadeira pro reveião. grande geo!


eu, já sem franjola.


aí que tinha 3 gaúchos na casa e nenhum sabia fazer churrasco.


e o pajé viu peixinhos no mar.


eu e tarta, treinando um fellatio com um tubo de papel toalha e uma batata desprezada.


leal e larissa lavam o carro de tarta por 5 reais.


e danuza nos ensina o essencial pra não fazer feio diante da galera da casa dos artistas, nossos vizinhos.


e no fim de tudo, o piso cedeu.

três vivas a djavan, que com sua canção sina fez bárbara de confissões de adolescente soltar uma lagriminha de saudade. e nós da favela ainda cantamos em coro para maior emoção. eu tinha prometido chegar bêbada pra ela e gritar BÁRABARA, SOU TÃO TUA FÃ QUE RASPEI A CABEÇA SÓ POR TUA CAUSA!

infelizmente, não fiquei bêbada o suficiente para tanto. ou então, fiquei educada de repente com tia danuza. vai saber.

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