1.3.06

ai, titia

não sei se foi contribuição dos astros, ou uma tpm coletiva (ou contagiosa), mas não vi muito as pessoas em clima de carnaval. pelo menos na semana pré. penso que pode ter sido o tempo que demorou pra o carnaval começar depois das festas de fim de ano (que ano passado foi só um mês) ou se foi apenas uma morgação coletiva. o fato é que vi muita gente fugindo de festinhas em meio de semana e sem fazer muita questão do sábado chegar.

eu mesma adoeci. de quarta a sexta pedindo cama. sábado e domingo tomando allegra d (o que, misturado com cerveja, não deu dos efeitos mais católicos). passou, graças. a quarta chegou, é dia de ficar deitada na cama mais confortável do mundo, vendo filme besteirol, e deixando o gato morder meus óculos.

mas, ok. o carnaval sempre tem suas coisas legais, engraçadas. a começar pelas fantasias. o domingo é sempre o dia em que as pessoas mais se produzem, na sala da justiça. dá pra arrancar boas risadas naquela concentração, no alto da sé, que apesar do sol torrando o coco, foi gostoso levar aquele ventinho do ponto mais alto de centro histórico. claro que depois todo mundo reclamou do bronze nada saudável. eu tou com feridas no nariz até hoje, de tanto sol. me apelidaram de rudolph.

eu não acompanhei o eu acho é pouco nenhum dia. na verdade, eu já tinha bebido demais às 17h do sábado pra conseguir acompanhar alguma coisa. e na terça e não tinha bebido o suficiente pra acompanhar coisa alguma. então fica só a lembrança da chegada do bloco vista da varanda da casa de mateus, cheio de mala acompanhando, às 11h30 da noite. é bonito.

não vi nem sinal do bumba meu ovo. acho que esqueceram. mas o rafa arrumou a fantasia mais bumba e foi de lala k. nem precisou de peruca. bastou uns peitinhos numa camiseta preta e dentinhos pintados na frente que tava tudo perfeito.

o mac foi só medo e delírio. todos os dias em que cheguei lá já tinha tomado todas, tava louca e só lembro de flashes. muito ruim, mas engraçado as pessoas ajudando a refrescar a memória no dia seguinte. nessas horas dá vontade de parar de beber mesmo. ou pelo menos tomar vergonha e não misturar com a efedrina do anti-alérgico. ou pelo menos, colocar alguma coisa na barriga além de um potinho de iogurte.

mas é aquela coisa: carnaval é sempre igual todo ano. e estando ali tão pertinho é impossível não gostar e não se divertir. foi fuderoso e tenho certeza que basta o ano virar pra eu começar a contar os dias pro sábado de zé pereira.

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