3.1.07

de volta

hoje voltei ao trabalho, depois de um mês de férias. ao contrário do que muitos vieram perguntar, não, não passou rápido. acho que aproveitei o máximo que pude esse um mês - além de gastar mais do que devia, claro.

os primeiro 9 dias eu passei em são paulo e os últimos 13 dias eu passei em japaratinga, uma praia ao norte de alagoas. a praia é belíssima, quase não há casas na beira da praia e da estrada se vê o mar - uma das melhores partes da viagem. como toda cidade pequena, tem uma infra-estrutura péssima, mas isso não foi nenhum empecilho pra a gente. conseguimos todas as vodcas, frutas, peixes e brebotes de que precisamos.


a casa, apesar de ser praticamente toda uma gambiarra só - dos quartos à instalação elétrica - era muito aconchegante. o dono explicou que foi construída há 20 anos, pelo seu pai, que "tomava uma e dormia pelo chão mesmo". depois que ele começou a freqüentar a casa com os amigos, resolveu fazer uma "ampliação": construiu um mezanino e nele fez 5 quartos com divisões de madeira (minúsculos, ok, mas em cada um com camas pra duas pessoas, podendo alojar até 10 pessoas com razoável conforto). além disso, fez mais dois banheiros na parte de cima e uma laje simpática, porém um tanto quanto perigosa.

por fora, a casa é linda: toda de tijolinho aparente, com um belo gramado do lado de fora, árvores de frutas, coqueiros e uma vista fantástica. por ter sido construída em cima de uma falésia, vê-se o mar de cima e não tem como uma vista dessas ser feia, por mais sargaço e mucuim que uma praia possa ter.


sim, os mucuins escolhiam a frente da nossa casa como point. tem o caso do menino que mija parecendo uma maria-farinha e seu cachorro que tosse até da família que fez de uma porta velha a melhor jangada do mundo. sempre na frente da casa que, convenhamos, não era o melhor trecho da praia pra se tomar banho.

fora isso tudo, as farras na casa eram todo dia. no começo era só eu, tarta e o devedê. depois chegou simone e mateus, alvinho e claudio e o resto da trupe chegou depois do natal. no final de semana do reveillon foram 20 pessoas. e o cachorro, tico.

tico merece um parágrafo à parte. eu não sou muito afeita a cães, todos sabem que eu prefiro os gatos. até porque já fui mordida por um poodle filho da puta ( que deus o tenha), então eu tenho motivo de sobra pra não gostar muito de cachorros. mas tico é diferente. por morar na praia, sozinho e longe dos donos, sendo alimentado por um caseiro chato, bronco e que não gosta de cachorro, tico é um tanto quanto carente. bastou aparecer umas pessoas na casa pro bichinho se animar todo. e ia pra praia com quem fosse, e chegava junto de quem chamasse, e ia atrás do nada quando alguém gritava "pega, tico", e encurralava os gatos forasteiros que vinham roubar nosso churrasco, e olhava pra a gente com cara de pidão só pra receber uma mãozinha na barriga. tico é um fofo, todos reconhecem isso. e até eu tive vontade de trazê-lo pra recife pra morar na minha casa.

mas tico ficou e deu uma pena danada. mas deixou uma mensagem de ano novo para todos:



as festas foram animadas, regadas a muita picanha ao alho (ninguém vai querer ver picanha e alho durante um bom tempo), cerveja, batidas de frutas, muppets, david bowie, simpsons, daddy cool, gente rolando na grama, batendo com a cabeça, gente dormindo em rede, peixes deliciosos na brasa (acompanhados do meu molho especial com wasabi). e, claro, a companhia de gente bonita em clima de paquera e azaração, aprontando todas numa praia que é só confusão!

Nenhum comentário: